La Tête en Friech / Minhas Tardes com Margueritte

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Ficha Técnica:

França, 2010
Direção: Jean Becker
Gênero: Comédia / Drama
Duração: 82min
Distribuidora: Imovision



Elenco:
Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus, Maurane, Patrick Bouchitey




Sinopse:

O quarentão Germain (Gérard Depardieu) é um feirante da cidade de Pons. Mora com a mãe, relaciona-se com uma mulher mais nova, motorista de ônibus, e bebe com os amigos de trabalho. Durante suas folgas, Germain se senta em uma praça para comer um sanduíche, e numa dessas conhece a nonagenária Margueritte (Gisèle Casadesus). É ela que, pela literatura de Albert Camus e Romain Gary, todas as tardes, ensina Germain a ser menos tosco.


Crítica:

Não vou ser hipócrita e dizer 'sempre fui fã de cinema francês'. Não! Mesmo porque é limitadíssimo o nosso acesso a esse tipo de produção, seja ela francesa ou européia em geral. O que é uma pena, pois vivemos numa bolha hollywoodiana.
Pois bem, sou fã de cinema francês e europeu em geral desde que eu vi o belo 'Intocáveis' e mais tarde 'O artista'. O cinema francês rege a história, afinal foi lá na França que o cinema começou, com
os irmãos Lumiére, e é na França onde acontece o maior festiva de cinema do mundo - O festival de Cannes. Então merece respeito.
Passei a buscar produções 'off-hollywood', e venho me encantando não só pela quantidade de bons filmes produzidos, como pela quantidade de bons atores.
E por indicação, 'descobri' Minhas Tardes com Margueritte, com o mais famoso ator francês Gérard Depardieu.

Todo filme sobre encontros inesperados na vida é fascinante, e sempre passa uma mensagem bacana e positiva. A amizade entre os dois nasce do acaso, e apesar de serem bem diferentes um do outro, eles acabam se completando em alguns sentidos. Germain, é daquele tipo que não teve muita sorte na vida e nos estudos, rotulado como 'burro' muitas vezes. torna-se um sujeito intolerante e rancoroso, mas com um coração enorme. Margueritte é uma senhora de 96 anos que ama leitura, e senta-se todos os dias numa praça, bem acompanhada de seus livros. O filme gira em torno do encontro casual dos dois, de algumas lembranças da infância de Germain e de Margueritte passando lhe a importância das palavras através dos livros. O filme exagera um pouco nos flashbacks, contando o quão infeliz foi a vida de Germain, e por algumas vezes pode-se achar monótono o fato da história parecer se 'repetir' por eles se encontrarem toda hora no banco da praça. Um filme pobre em narrativa, enredo e tudo mais,mas que extrai todo o brilhantismo dos seus atores, fazendo o filme te prender a atenção e se sensibilizar com a história. Um filme simples, sem grandes pompas, mas com personagens humanos, que fazem você refletir.


Nota? 6,5





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