Ficha Tecnica:
Direção: Pablo Larraín
Roteiro: Pedro Peirano, Antonio Skármeta
Produção: Juan de Dios Larraín, Daniel Dreifuss
Ano: 2012
País: Chile
Cor: Colorido
Estúdio: Independente
Roteiro: Pedro Peirano, Antonio Skármeta
Produção: Juan de Dios Larraín, Daniel Dreifuss
Ano: 2012
País: Chile
Cor: Colorido
Estúdio: Independente
Distribuidora: IMOVISION
Elenco:
Gael García Bernal, Alfredo Castro, Luis Gnecco, Néstor CantillanaSinopse:
Chile, 1988. Pressionado pela comunidade internacional, o ditador Augusto Pinochet aceita realizar um plebiscito nacional para definir sua continuidade ou não no poder. Acreditando que esta seja uma oportunidade única de pôr fim à ditadura, os líderes do governo resolvem contratar René Saavedra (Gael García Bernal) para coordenar a campanha contra a manutenção de Pinochet. Com poucos recursos e sob a constante observação dos agentes do governo, Saavedra consegue criar uma campanha consistente que ajuda o país a se ver livre da opressão governamental.
Critica:
O que impressiona logo de cara, é a fotografia. O filme foi toda gravado com câmeras antigas, dando um ar vintage, e fazendo você mergulhar de cabeça na época em que se passa o filme.
O filme mescla cenas reais com cenas produzidas girando em torno do plebiscito de 1988 que o ditador Augusto Pinochet convocou para o povo chileno com a intenção de renovar a sua ditadura, já que sofria pressões de políticas externas para renunciar. O povo foi as urnas votar: 'SÍ' ou 'NO'.
Cada lado (lado da ditadura, e o lado opositor) teria 15 minutos diários na TV para defender seu lado.
René (Gael García Bernal) um publicitário que está do lado dos oposicionistas é um dos principais, pelas bem sucedidas campanhas a favor do 'NO'.
Fazendo a história pender para esse lado. O lado de como foram feitas as campanhas, e todo o esquema de divulgação e até mesmo censura do material que ia ao ar todos os dias.
Apesar do final do filme ser obvio, pois basta um pouco de conhecimento de história e política, ou uma simples pesquisada no google para saber que o plebiscito teve a vitória dos oposicionistas o filme tem seu lado histórico e didático, sem perder o lado cinematográfico.
Se engana quem pensa que o filme se trata apenas de algum documentário politico cheio de blá-blá-blá. O filme é leve, prende a atenção, e te faz conhecer um pouco mais da história politica de um país tão próximo, que também sofreu com a ditadura, e hoje é um país sinonimo de economia estável, organização e discrição.
No foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro este ano, tendo perdido para Amor (Amour, 2012), de Michael Haneke. Apesar da derrota, deixou um legado, de um filme muito bem produzido, independente e com ares retrô.
Nota? 8
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