RENOIR

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Ficha Técnica:

Direção: Gilles Bourdos
Roteiro: Gilles Bourdos, Jérôme Tonnerre
Produção: Marc Missonnier, Olivier Delbosc
Fotografia: Ping Bin Lee
Montador: Yannick Kergoat
Trilha Sonora: Alexandre Desplat
Duração: 111 min.
Ano: 2012
País: França
Cor: Colorido
Distribuidora: Europa Filmes
Estúdio: Centre National de la Cinématographie (CNC) / Fidélité Films / France 2 Cinéma / France Télévision / Mars Distribution / Orange Cinéma Séries / Région Provence-Alpes-Côte d'Azur / Wild Bunch
Classificação: 14 anos

Elenco:

Alice Barnole, Annelise Heimburger, Carlo Brandt, Christa Theret, Emmanuelle Lepoutre, Jean Adrien Espiasse, Laurent Poitrenaux, Michel Bouquet, Michèle Gleizer, Romane Bohringer, Solène Rigot, Sylviane Goudal, Thierry Hancisse, Thomas Doret, Vincent Rottiers

Sinopse:

Côte d'Azur, 1915. Auguste Renoir (Michel Bouquet) é atormentado pela perda da esposa, as dores da artrite e a terrível notícia de que seu filho Jean (Vincent Rottiers) foi ferido em combate. Mas, quando a jovem Andrée (Christa Theret) entra em seu mundo, a vida do velho pintor se enche de inspiração novamente, assim como a de seu filho Jean, que agora está de volta à casa da família.

Critica:

O filme conta a história de Auguste Renoir, um grande pintor impressionista francês, na verdade, o filme
retrata apenas uma fase da vida do já idoso Renoir e como ele mantinha seu amor pela arte.
Logo de cara o filme mostra para que veio em relação a visual, fotografia impecável, eu particularmente a classifiquei não como fotografia mas sim como quadros com movimento, afinal, os cenários retratados no filme são de uma beleza impar!
Uma bela jovem chamada Andrée é convidada pela esposa (que morre logo após o convite) de Renoir para posar como musa para o artista, na chegada à casa, Andrée vê todos os cuidados que as empregadas tem para conseguir manter um padrão razoável para o velho Renoir. Com 3 filhos (um ainda criança e os outros dois na primeira grande guerra mundial) Auguste Renoir vivia sua solitária vida de artista pintando musas cuja as quais mantinha um tratamento especial.

Em 1915 (data que o filme passa) Renoir já está muito pior de sua artrite, mas mesmo assim não para de pintar, ainda mais depois da chegada de Andrée, dita por ele ter uma pele perfeita.
O filme também coloca em cena o filho de Renoir, Jean, seu segundo filho que após passar por 2 guerras, vira um famoso cineastra com mais de 30 filmes, Jean Renoir recebeu muitas premiações por seus trabalhos no cinema, a maior delas o Oscar honorário em 1975. No filme Jean é volta da guerra após ser ferido e ao ajudar o pai conhece Andrée, e por ela se apaixona.

Apesar de uma história simples, posso ficar analisando diversos fatores geniais colocados pelo diretor, como
por exemplo, como ele retrata Renoir pintando, a sensibilidade tanto dele, quanto de sua musa Andrée. Tudo muito delicado e fantástico, como toda produção "não Hollywoodiana" ou seja uma produção que não contem orçamentos milionários muito menos grandes efeitos especiais, contar com a atuação é fundamental, e nesse quesito o filme foi perfeito, ótimos atores em grandes atuações.
O filme me lembrou muito o também ótimo filme "A ultima estação" que conta os últimos dias de vida de Tolstói, logicamente sem a dramacidade mas com a mesma essência, então para quem gosta de arte, história e cinema, taí uma excelente opção!



Nota? 9,2

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