THE EGYPTIAN / O EGIPICIO

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Ficha Técnica:

Diretor: Michael Curtiz
Roteiro: Philip Dunne, Casey Robinson
Trilha sonora: Bernard Herrmann, Alfred Newman
Ano: 1954
Cor: Colorido 

Elenco:

Edmund Purdom, Victor Mature, Michael Wilding, Jean Simmons, Gene Tierney, Judith Evelyn


Sinopse:

Nos tempos da décima oitava dinastia do Egito, Sinuhe (Edmund Purdom), um pobre órfão, torna-se um brilhante médico. Junto a seu amigo Horemheb (Victor Mature) ele é apontado para servir ao novo Faraó. Vivendo na corte, Sinuhe começa a perceber coincidências entre acontecimentos que marcaram as dinastias faraônicas e tragédias que marcaram sua própria vida. Cada vez mais absorto pelas intrigas da corte, ele passa a conhecer bizarros segredos de seus governantes e muitas respostas para perguntas que ele carregou consigo durante toda a sua vida.

Critica:

O filme é uma adaptação ao antigo romance egípcio "As aventuras de Sinuhe" e também na obra de  Mika
Waltari. Como a palavra fala "adaptação" então não leve tudo que foi passado pela película realidade, mas ainda assim é bem interessante destacar algumas características principalmente no que diz de cotidiano da época.
A história se passa na XVIII dinastia egípcia, mas precisamente na época do faraó Amenófis IV. Sinuhe fora abandonado no Rio Nilo e resgatado por um médico local em Tebas, seguindo os passos do pai adotivo, Senuhe se torna médico e seu sonho é curar os mais pobres da região.
Em uma de suas aventuras juntamente com seu companheiro e militar Horemheb , foram caçar leões e se depararam com uma pessoa louvando o Sol (Atom, deus Sol), logo depois a mesma pessoa quase foi atacada por um leão, sendo salva por Senuhe e Horemheb. O que os amigos não sabiam, que ao salvar, acabaram tocando o então Faraó Amenhotep IV. Ambos então foram para o julgamento por esse ato gravíssimo de tocar em um Deus vivo, o que não contaram foi com a gentileza do então Faraó que invés de castigar, ofereceu cargos de alta confiança, Senuhe se tornou médico da família do Faraó e Horemheb escolheu ter a mais alta patente do exercito egípcio.

Quando tudo estava indo bem, Senuhe conhece uma linda babilônica chama Nefer, ou como ela prefere ser chamada NEFER-NEFER-NEFER (3 vezes bela), e em um surto apaixonado, Senuhe acaba dando todos seus pertences, bens, até mesmo o lugar onde iria enterrar seus pais adotivos à linda Nefer que jamais se entregara à ele. Com a alma e orgulho destroçados Senuhe deixa o Egito e parte em terras estrangeiras tentar construir uma nova vida, lá ele conhece novos povos e culturas. Interessante perceber que dentre os povos que Senuhe conhece estão os Hititas, estes, estão prontos para um ataque ao Egito. Senuhe já com sua fama de um grande medico, acaba salvando um grande guerreiro Hitita, para pagar pela seus serviços Senuhe pede uma espada.
Não era uma espada qualquer, nunca jamais ninguém viu um metal como aquele, com aquele tipo de armamento os egípcios jamais teriam chances, então Senuhe decide voltar à aquela terra que não era bem vindo, nem bem visto.
No retorno de Sinuhe começa a parte mais interessante, um Egito mudado, um Faraó que além de mudar de nome passando a se chamar Aquenáton decidiu simplesmente mudar a cultura politeísta de milhares de anos para então amar apenas um Deus, o Deus ATON!
Não a toa, a população entra em choque, uma parte a favor do Faraó, outra, contra (juntamente com os escribas e sacerdotes). Passa a acontecer motins e armações para a renuncia do Faraó.
O filme mescla uma porções de características que fica difícil a compreensão de onde realmente foi um fato histórico e o que é apenas um romance ou estória,. Diante disso não o classifico bom para um ensinamento sobre o Egito, mas ótimo para ver como os egípcios se vestiam, a cultura do povo que é muito bem retratada. No mais, é um bom filme para o entretenimento, agrega, ação, romance e aquela pitada de história (leia-se pitada mesmo, bem pouquinho) que no geral agrada a maioria.



Nota? 8     



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