SÉRIE: O CINEMA CONTANDO A HISTÓRIA - 300 RISE OF AN EMPIRE / 300 A ASCENSÃO DO IMPÉRIO

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Ficha Técnica:

Direção: Noam Murro
Roteiro: Kurt Johnstad, Zach Snyder
Produção: Bernie Goldmann, Deborah Snyder, Gianni Nunnari, Mark Canton, Thomas Tull, Zack Snyder
Fotografia: Simon Duggan
Duração: 103 min.
Ano: 2013
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros
Estúdio: Atmosphere Entertainment MM / Cruel & Unusual Films / Hollywood Gang Productions / Legendary Pictures / Warner Bros. Pictures
Classificação: 18 anos
Informação complementar: Baseados na obra de Frank Miller

Elenco:

Sullivan Stapleton,  Eva Green, Lena Headey, Hans Matheson,  Rodrigo Santoro, Jack O'Connell.

Sinopse:

A história corre paralelamente à Batalha das Termópilas, mostradas no longa 300 e leva a guerra para o mar, à medida que o general grego Temístocles (Sullivan Stapleton) tenta unir a Grécia ao liderar um exército contra as poderosas forças persas, lideradas por Xerxes (Rodrigo Santoro), um mortal que virou deus, e por Artemesia (Eva Green), uma vingativa comandante da marinha.

Analise: 

Na sequencia da batalhas dos 300 espartanos contra o exercito dos persas, mais uma batalha do Rei persa Xerxes desta vez contra Confederação de Delos liderada pelo ateniense Temistrocles.
O filme inicia com uma narração da mulher do derrotado Rei Espartano Leônidas contando como toda aquela guerra contra os persas começou.
Os persas assim como no seu primeiro filme são retratados mais obscuros, com um estilo mais puxado para ninjas do que propriamente guerreiros, mas nada que comprometesse o andamento do filme. A narração conta o inicio das invasões persas, começa sobre a primeira grande batalha em solo grego, a batalha de Maratona. Por mais que deixassem de lado o grande feito Fidípides que correu cerca de 200 km para buscar ajuda dos Espartanos, a batalha ficou excelente, alguns erros também foram retratados como a morte de Dario durante a batalha, mas o contexto final ficou positivo.
Logo após a morte de Dario, seu filho Xerxes jura vingança contra dos gregos e veem a parte, digamos, mitológica do filme. Xerxes além de rei, vira uma espécie de Deus, mas não um Deus vivo como conhecemos por exemplo do Faraó no Egito, ele faz um de pacto com sacerdotes e ganha poder, se tornando como ele se autointitula Deus-Rei.
Esse tom mais puxado pro lado místico, mais surreal e romancista, é normal se tratando de uma adaptação para o cinema, os mais conservadores acharam um pouco absurdo, eu pessoalmente não achei que tirou o brilho dos fatos das Guerras Médicas, pelo contrario, deu um brilho lúdico ao todo.
Conforme o tempo avança (10 anos) o filme se funde com o primeiro 300, por um lado está acontecendo a batalha dos 300 espartanos do outro Temistocles já planeja o ataque pelo mar pelas tropas de Atenas.
Atenas também é mostrada em chamas, quando Xerxes após vencer Leônidas, invade a cidade e a destrói completamente.
A batalha de Salamina é a mais explorada, Temistocles é o personagem principal e é retratado mais como um guerreiro onde está presente em todas as batalhas do que um estrategista.
As cenas aquáticas da batalha é a parte ímpar do filme, a frota mais rápida grega atacando por tudo que é lado os persas de uma forma brutal é emocionante, pouco a pouco vai se percebendo a fragilidade que os persas tem sobre as aguas da baia de Salamina. Como eu disse, pouco foi explorado o lado estratégico de Temistocles, assim como não foi muito explorado a parte da esperteza de guerra dos gregos, os espartanos ao fim aparecem como heróis, ofuscando um pouco o ateniense.
Ao todo o filme traz um ótimo contexto das batalhas, muita ação e uma ótima facilidade de compreensão dos fatos históricos.

Critica:

Confesso, ainda estou sem fôlego, com o perdão da palavra mas PUTA QUE ME PARIU que filme!!!
Durante as aulas sobre história antiga, mais precisamente a história da Grécia e Pérsia eu imaginava como seria essa invasão dos persas e de como foi a brutalidade dos gregos em lutar pelas próprias vida e a garra de não perder a tão especial liberdade. E foi justamente essa imaginação que se transformou em formas e movimentos diante a telona.
Apesar de alguns fatos puxados mais por uma mitologia maluca (como citei a cima, o fato do Xerxes ser um Deus e outros) as batalhas foram mostradas de uma maneira positivas, as pessoas que não conhecem a história, juntamente com efeitos deixaram tudo de acordo com o contexto.
Esse contexto foi mixado com as excelentes artes de Frank Miller, então mesclou a sede e a vontade de beber de arte, ficou lindo, o cinza, a chuva, sangue, o vermelho, terra! Parte técnica foi um show a parte!
Então quem gosta de história, ou mesmo quem gostou do primeiro 300 mesmo sem conhecer, esteja preparado para prender a respiração e mergulhar de cabeça em um ótimo filme, um longa ímpar de ação e história.



Nota? 10
 
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