Ficha Técnica:
Direção: Josh BooneRoteiro: Michael H. Weber, Scott Neustadter
Produção: Marty Bowen, Wyck Godfrey
Fotografia: Ben Richardson
Montador: Robb Sullivan
Duração: 125 min.
Ano: 2014
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estúdio: Temple Hill Entertainment
Classificação: 12 anos
Informação complementar: Baseado no best-seller de John Green
Elenco:
Shailene Woodley, Ansel Elgort, Nat Wolff, Willem Dafoe, Laura Dern, Sam Trammell, Lotte Verbeek.Sinopse:
A Culpa é das Estrelas acompanha a jovem Hazel Grace, uma menina que tem um tipo complexo de câncer. Em uma de suas idas a um grupo de apoio ela conhece Augustus Waters, um jovem bonito com quem ela vai viver uma grande história de amor - e aprender que a vida é cheia de novas possibilidades.Critica:
Provavelmente este seja o texto que causará mais polêmica nesse blog, mas que se foda né? Ao menos aqui vou tentar colocar um pouco de verdade, diferente desse filme.A mais ou menos um mês eu vejo o burburinho que esse filme vem causando, criticas e mais criticas, conversas e conversas sobre o quanto lindo era, o quão belo era a história de amor e superação. Entenda, o gênero que eu mais gosto do cinema é o drama e romance, e de tanto falarem eu sinceramente não quis ver no cinema pela vergonha que iria passar (sim, fico chorando, não me julguem). Quando há uma junção de todos elementos e quando se fala dessa doença desgraçada que é o câncer, a probabilidade de mexer com o sentimentos das pessoas é enorme, então, decidi não ver.
Eis que me dou conta dentro da sala de cinema prestes a assistir, então, respirei fundo e me preparei para horas de lágrimas. Não.
O que eu vi foi uma super valorização de uma doença de merda, para tentar a todo momento tocar quem estava assistindo, algo forçado, onde não tem nenhuma beleza, nenhum romance nisso.
Vou tentar explicar, histórias de amor acontece a todo momento, seja em um supermercado, farmácia, na praia, na rua e também em grupos de apoio, ok. Câncer também infelizmente acontece em algumas histórias, é algo que (novamente) infelizmente está a par em nosso cotidiano. Uma soma dos dois pode acontecer, como muitos filmes já colocaram, agora focar nisso desde o primeiro minuto do filme como uma forma de trazer pena? Não, isso eu não acho nem um pouco bonito.
Parece que essa nova forma de fazer filmes voltado ao publico adolescente tem cada vez mais nos tratando (publico em geral) como burros, são histórias com um medo de mostrar a realidade, histórias superficiais que por medo, não nos fazem pensar ou refletir. E o pior de tudo, está dando certo. Maldita geração onde tudo já vem mastigado. O que eu percebi é o medo do roteirista deixar algo nas entrelinhas, algo onde a emoção ficasse no subliminar, deixando o espectador se envolver com isso. Tudo muito previsível e fácil!Eu vou até parar de discutir o enredo porque só de lembrar de certas coisas me irritam, exemplo? A "grande superação" de Hazel em subir algumas escadas (agora estou sendo bem frio, eu sei, mas tentem me entender), existem tantas outras coisas para se mostrar nessa jornada difícil para quem sofre (e vencem), sabe.
Enfim, fico triste em ver essa geração de filmes do gênero se perdendo em coisas banais e onde tudo parece ser tão fácil, tão bonito e suspirar por algo que deveria ser tratado com mais delicadeza.
Nota? 4


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