LOVE

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Ficha Técnica:

Direção: Gaspard Noé
Roteiro: Gaspard Noé
Produção: Brahim Chioua, Edouard Weil, Gaspar Noé, Rodrigo Teixeira, Vincent Maraval
Fotografia: Benoît Debie
Montador: Denis Bedlow
Trilha Sonora: Virginie Verdeaux
Duração: 134 min.
Ano: 2015
País: Bélgica / França
Cor: Colorido
Distribuidora: Imovision
Estúdio: Les Cinémas de la Zone / Rectangle Productions / RT Features / Scope Pictures / Wild Bunch
Classificação: 18 anos

Elenco:

Aomi Muyock, Benoît Debie, Deborah Revy, Gaspar Noé, Isabelle Nicou, Juan Saavedra, Karl Glusman, Klara Kristin, Stella Rocha, Vincent Maraval, Xamira Zuloaga.

Sinopse:

Primeiro de janeiro, manhã. O telefone toca. Murphy acorda junto à sua jovem esposa e filho. Ele ouve o recado na caixa postal: A mãe de Electra, extremamente preocupada, quer saber se ele sabe alguma coisa dela. Electra desapareceu há algum tempo e ela tem medo que algo de mau lhe tenha acontecido. Ao longo de um dia chuvoso, Murphy fica sozinho no seu apartamento, lembrando-se da relação mais marcante de sua vida, aquela que viveu com Electra durante 2 anos: uma paixão repleta de promessas, jogos, excessos e erros.

Crítica:

A primeira vez em que li algo sobre esse filme foi um artigo onde falava sobre a polêmica do uso de cenas que teriam sexo explicito, pensei comigo, "lá vem outro filme na linha do Ninfomaníaca". Entretanto, li também uma crítica positiva sobre a exibição do longa em Cannes, ora, pra você ter a honra de exibir um filme em Cannes, algo tem. Resolvi conferir.
A história do filme se limita a sua sinopse, nem mais, nem menos, ponto. Por se tratar de um longa tachado de "cult", esperava algo intrigante, que realmente levasse o expectador à algum sentimento ou emoção, passou longe.
O filme se limita em mostrar a rotina de um casal, brigas, amor e intimidade, logicamente a intimidade que eu digo é sexo, a primeira cena do longa retrata bem o que a pessoa irá assistir em 2 horas, sexo explicito com um ar de filme europeu cult chato. Masturbação, penetração, ejaculação, é tudo liberado, mesmo! Agora eu te pergunto: se eu quiser ver um pornô, ou eu acesso um site ou vou ao um cinema pornográfico, certo? 
Na minha opinião, sexo não é mais um tabu no cinema, pelo amor de Odín, vivemos no século XXI né galere? Lógico que algumas cenas de sexo ainda são polêmicas e tudo mais, agora pra mim há um limite entre interpretar e fazer. Assim como ninguém toma um tiro de verdade em um filme, ninguém sai transando com companheiros de trabalho assim. Entendem que eu estou tirando os filme pornos da questão né?
Pois bem, o que eu vi foi simplesmente isso, pornô. Parecia que a história só desenrolava para que ao final o casal transasse, e o sexo nem era o ponto central do desenrolar do drama.
As atuações também são bizarras, tudo muito plástico. O diretor parece se perder entre a proposta ousada e a baixaria. Câmeras em angulo só, a parada parece ser filmada em apenas um tripé, cortes sem sentido algum, trazendo cada vez mais a sensação de "por que eu estou vendo isso ainda?".
As comparações com "Ninfomaníaca" são inevitáveis, porém, ao menos (não gostei também mas) "Ninfomaníaca" tem uma história central bem desenvolvida e uma mensagem concreta em seu desfecho, em Love, o que eu vi foi uma história desnecessária, um machismo camuflado e sexo, sexo e sexo. Era melhor ter acessado o Xvideos (merchan). 
Em tempos que o cinema cult é supervalorizado por pseudos-intelectuais, temos o primeiro Cult-Pornô-Gourmet.



Nota? 0,5  
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