EMPEROR

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Ficha Técnica:

Direção: Peter Webber
Roteiro: David Klass, Vera Blasi
Produção: Eugene Nomura, Gary Foster, Russ Krasnoff, Yôko Narahashi
Fotografia: Stuart Dryburgh
Trilha Sonora: Alex Heffes
Ano: 2012
País: Japão
Cor: Colorido
Estúdio: Fellers Film / Krasnoff Foster Productions

Elenco:

Matthew Fox, Tommy Lee Jones, Eriko Hatsune, Toshiyuki Nishida, Kaori Momoi, Isao Natsuyagi.

Sinopse:

A história da ocupação americana do Japão nos dias que antecederam a rendição do imperador Hirohito (Takatarô Kataoka). Os generais Bonner Fellers (Matthew Fox) e Douglas MacArthur (Tommy Lee Jones) tiveram a difícil missão de decidir se o líder japonês, acusado de crimes de guerra mas amado por seu povo, deveria ser absolvido ou punido.

Critica:

Filmes de guerra tem sempre os adoradores fanáticos pelo assunto, os que não suportam e os apenas curiosos. Pra mim fica difícil me colocar em algum desses grupos, como historiador tenho que compreender
a importância política e até mesmo histórica que guerras tiveram, mas como pessoa não consigo engolir a imbecilidade (não consigo classificar em outro termo) que é uma guerra.
Mas como um amante do cinema e da história, me coloco obrigado a assistir.
Emperor lida com um assunto delicado da segunda grande guerra, Hiroshima e Nagasaki e o declínio do Japão. No começo o filme trás toda aquela prepotência que conhecemos até hoje dos Estados Unidos, e o modo que eles pensam que são donos do mundo. O governo americano coloca os generais Bonner Fellers e Douglas MacArthur para investigar o governo japonês e decidir os culpados e inocentes de crimes de guerra. Porém um desses investigados é nada mais nada menos que o imperador japonês (adorado pela população e visto como Deus).
O lado positivo ao decorrer do filme (mesmo que sutilmente) é a critica que o roteiro coloca nos EUA e sua "política de guerra". Outro assunto bastante polêmico que o filme aborda é a Guerra do Pacifico, entre uma conversa com um dos ministros japoneses e o coronel Fellers o filme consegue colocar o ponto de vista japonês sobre o assunto de uma forma contraditória mas ao mesmo tempo que cabe uma reflexão.
Não posso afirmar que o filme é o um "filmão", não, longe disso, até pelo fato de não se aprofundarem em certos assuntos. Mas conseguem passar uma ótima história sobre os bastidores políticos e o que eu mais achei interessante, mostra tudo isso também na visão dos japoneses.
No meio disso tudo cabe também  um pequeno romance, a história se entrelaça com casos a parte da vida pessoal de Fellers. Pessoalmente achei agradável (apesar da não muito expressiva atuação de Matthew Fox) deu um clima melhor em meio de todo aquele cenário de destruição.
Sobre a atuação de Tommy Lee Jones nem preciso falar nada né? Gênio, como sempre.
No geral penso que o filme irá agradar a maioria e quem gosta de história sempre é um prato cheio.




Nota? 7,8 

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